BOAS VINDAS

A idéia deste blog é a criação de um espaço para o questionamento de duas grandes forças das ideologias atuais: o Capitalismo e o Socialismo. Que, senão são coincidentes,não são também totalmente opostas. Terceira Via é nada menos do que uma Resultante dessas duas forças. Abrindo assim, um campo para o existência de uma opção, que não é uma coisa nem outra e ao mesmo tempo são as duas coisas. Eu acredito muito nessa vertente, como alternativa para convergir anseios de ambas as correntes. Num olhar metodológico, poderiamos enxergar essa possibilidade como uma demonstração empírica da dialética. Enquanto o Capitalismo está mais associado ao racional, à eficiência, à lógica; o Socialismo está mais associado ao nosso cognitivo, à sensibilidade, sentimentos, percepções, etc. Acredito ainda, que só a Democracia viabiliza essa vertente. A Ditadura, sem dúvida, enviesará para o socialismo ou para o capitalismo radical. ENTÃO SEJA BEM VINDO, COLOCANDO SUA CONTRIBUIÇÕES, SUAS IDÉIAS, SUAS DÚVIDAS, ETC. (Paulo Franco)

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Coisa de mulherzinha?


Sentir e expressar emoções é fundamental para os homens. 

Muito interessante essa campanha da Natura.  Os profissionais respensáveis pelas campanhas publicitárias da empresa, captaram um dos temas mais polêmicos no momento atual e  que mais tem proporcionado debates calorosos, envolvendo ideologia, religião, política. 

Veja, analise e reflita também, sobre o assunto. 





Desde pequenos, os meninos se acostumam a ouvir frases e comentários que reprimem suas expressões e sentimentos.
“Homem não chora”.
“Vira homem”
 “Isso é coisa de mulherzinha”.
 “Homem não usa brinco” 
"Joga que nem homem"
“Não vai desmunhecar, hein”

Frases assim não são ditas da boca pra fora, e carregam uma série de significados por trás — normalmente buscam se distanciar de algum estereótipo ou clichê associado ao feminino. Cedo ou tarde, no entanto, essa educação restritiva masculina cobra seu preço. Para quem aprende a represar o sofrimento e segurar o choro, expressar sentimentos não é um caminho fácil de seguir. Como é que pessoas que não sabem ou não se permitem entrar em contato com emoções podem se sentir à vontade para dizer, por exemplo, “eu te amo”?

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A questão é que valores como afeto, acolhimento, amorosidade, tolerância e sensibilidade são universais, e não uma exclusividade desejável apenas para o gênero feminino. Que homem não gostaria de ter (ou ser) um pai capaz de abraçar, dar carinho, entender e se conectar com um filho de forma profunda, por exemplo?

É tempo de tirar frases como “isso é coisa de menina” do nosso vocabulário e abrir espaço para o desenvolvimento de masculinidades menos preocupadas em provar o tempo todo o que são e mais voltadas para entender de que maneira querem estar no mundo.

É complicado estar à vontade com nossas facetas o tempo todo, mas é insustentável fingir que elas não existem. Nossa identidade é composta por vários ângulos, em constante movimento. Vamos celebrá-los.



De acordo com o dicionário Aurélio, o principal significado para a palavra guerreiro é “pessoa que combate numa guerra”. Mas, de acordo com a milenar cultura das artes marciais, há muito mais por trás da construção da ideia do guerreiro do que aquilo que nossa sociedade consegue resumir em uma frase.

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Na China de 5.000 anos atrás, ser guerreiro independia de gênero, cargo, status, classe social, orientação sexual ou qualquer rótulo que utilizamos nos dias de hoje. Para além dos golpes, a formação de um guerreiro morava em uma busca incessante pelo equilíbrio.

No dia a dia da sociedade moderna, costumamos classificar como guerreiros aqueles homens que, muitas vezes, precisam encarar grandes desafios e chegam ao outro lado do embate como vencedores. Também valorizamos muito quem tem a capacidade de elaborar raciocínios complexos ou manter a mente sempre ativa e alerta, a ponto de não parar de pensar.

Na sabedoria oriental, no entanto, cabe ao guerreiro manter sua mente sob controle. Não é preciso dizer muito. O silêncio já fala por si. É a mente que deve obedecer o seu dono, e não o contrário. Com valores como sinceridade, paciência e perseverança como guias, um shaolin não precisa se ancorar em demonstrações de liderança, força, bravura, audácia ou valentia.

A noção clássica de masculinidade treina os homens para atingir o sucesso, mas ocupar cargos de poder e ter um cartão de chefe é transitório. Ter consciência da nossa vulnerabilidade e ser capaz de inspirar as pessoas ao nosso redor com honra e lealdade são maneiras muito mais eficazes — e sustentáveis — de liderar.

Na prática, o objetivo não é simplesmente triunfar. Afinal, o que realmente define o guerreiro não é a vitória — fracassos, derrotas e finais de ciclo são momentos tão chave de nossas vidas quanto as conquistas —, mas a sabedoria com que ele conduz as situações que enfrenta.

Encarar grandes desafios e chegar ao outro lado do embate como vencedor não é nada. O que de fato define um guerreiro é a maneira como ele consegue atravessar as situações.



De acordo com a ciência, os seres humanos têm sete emoções básicas e universais: felicidade, surpresa, raiva, medo, tristeza, repulsa e desprezo. Apesar disso, não são raras às vezes em que nós, homens, evitamos aceitar que elas existem ou expressá-las.

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Divulgada em 2016, uma pesquisa realizada pela ONU Mulheres e pelo portal PapodeHomem com mais de 10 mil homens por todo o Brasil, revelou que 66,5% de nós, homens, não falamos sobre medos e sentimentos profundos nem com nossos melhores amigos.

É claro que falar de coisa boa é ótimo, mas se não permitirmos que as pessoas que gostam da gente entrem em contato com situações ruins ou que nos incomodam, quais as chances de que esses amigos realmente nos conheçam?

Pior: com o passar do anos, depois de ignorar e deixar tantas coisas de lado, será que nós mesmos nos conheceríamos bem o suficiente? Ou só estaríamos em contato com uma parte do que somos, o personagem que escolhemos mostrar publicamente?

Chega de criar obstáculos para nós mesmos. É tempo dos homens se expressarem — e se aceitarem — por inteiro.

Viver uma relação completa com nossas emoções mais básicas permite que a gente entenda e seja justo com quem a gente, de fato, é.

Sem modelos a serem seguidos, sem colocar ainda mais pressão sobre os nossos ombros. A nossa verdade, o nosso ritmo, o nosso jeito de ser e estar no mundo.

Já ouviu aquela frase “seja homem”?

Seja você. Por inteiro.



Eduardo é caladão, e não gosta de se abrir o que sente com ninguém — mas faz o que precisa ser feito. É a ele que os amigos recorrem quando as coisas apertam.

Guilherme está sempre com um sorriso no rosto. Depois de sofrer quieto a adolescência inteira, decidiu que era melhor fazer as piadas do que ser o alvo de uma.

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Pelo quinto ano consecutivo, Lucas recebeu uma promoção e um aumento. Pela milésima vez desde que o namorado foi embora, sentiu insônia ao rolar pela cama grande em um casa vazia.

Desde pequeno, João é emotivo. Entre abraços e afetos, já chorou de saudades, de alegria, de tristeza ou simplesmente porque o cachorro daquele filme morreu.

Das ousadias de moleque ao dia em que largou a escola, Rodrigo nunca foi considerado um bom filho. Mas agora que o Júnior chegou e a família cresceu, só quer saber de uma coisa: ser o melhor dos pais.

Alguns homens são mais sensíveis e abertos, enquanto um bocado de nós é mais duro e conservador. Uns são modernos, enquanto outros preferem a segurança das tradições.

Traçamos 5 perfis, mas poderíamos reunir 50, 500 mil ou alguns milhões de histórias. Novo homem? Homem das antigas? Que tal só: homens, assim mesmo, no plural? Afinal de contas, há tantas maneiras de exercer as masculinidades quanto o número de homens que existem no mundo.

Cada um de nós faz as coisas de um jeito, e o segredo para todas elas coexistirem mora, justamente, em saber dialogar com as diferenças.

É preciso abrir espaço para tudo o que os homens querem e precisam dizer. Perguntar e responder. Duvidar e entender. Escutar e aprender.

Caminhar juntos. Essa é a beleza da vida em movimento.
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FONTE: Natura

domingo, 29 de outubro de 2017

Ocupação do MST no Paraná ganha prêmio por recuperação da Mata Atlântica

Por Júlia Rohden


Prêmio Juliana Santilli reconhece prática que alia produção de alimentos e preservação ambiental

Acampamento ocupa parte da APA de Guaraqueçaba e desde 2003 concilia a produção de alimentos livres de agrotóxicos  - Créditos: Júlia Rohden
Acampamento ocupa parte da APA de Guaraqueçaba e desde 2003 concilia a produção de alimentos livres de agrotóxicos / Júlia Rohden

“Mato para nós não é problema, é solução” brinca o agricultor Jonas Souza. Ele integra uma das 20 famílias do acampamento José Lutzenberger, no município de Antonina. O acampamento ocupa parte da Área de Proteção Ambiental (APA) de Guaraqueçaba, no litoral norte do Paraná, e desde 2003 concilia a produção de alimentos livres de agrotóxicos - de couve à café - com a recuperação da Mata Atlântica. Por isso, a comunidade foi contemplada no prêmio Juliana Santilli, na categoria ampliação e conservação da agrobiodiversidade. A premiação acontecerá em 21 de novembro, em Brasília, e envolve a entrega de troféu, de selo de reconhecimento e apoio financeiro para intercâmbio de experiências.

As famílias comemoraram o prêmio como uma forma de dar visibilidade ao projeto. “Estamos mostrando que nós ocupamos uma área totalmente degradada e estamos recuperando a mata e ainda produzindo alimento sem veneno. Isso mostra que a reforma agrária é um projeto viável, não apenas na questão social, mas também na ambiental”, comenta Jonas, que também é um dos coordenadores do acampamento.


Cerca de 90% do que é produzido pelos agricultores é destinado para as escolas da região através do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Jonas explica que as famílias trabalham em cerca de 10% da área total, que compreende 240 hectares. “Para trabalhar no sistema agroflorestal não precisa de grandes áreas”, explica. Ele comenta que a perspectiva é ocupar cada vez mais o espaço com a produção.

Apesar de bem estruturado, com casas de alvenaria e energia elétrica, o acampamento ainda está em processo de assentamento. O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) está negociando a compra da terra com os antigos proprietários.


“Conheci a área antes dos fazendeiros usarem para criar boi. Era uma área preservada, o rio tinha muito peixe e a comunidade plantava para subsistência”, lembra Jonas. Ele conta que as famílias não tinham o documento de posse da terra e os fazendeiros começaram a cerca e ocupar o território. “Por isso começou a luta pela terra e decidimos acampar”, completa o agricultor.


Nos primeiros três anos, as famílias resistiram ao desejo de desistir da área. O rio estava poluído, o solo rebaixado e encharcado, e o pasto dominava a paisagem. Se no início tiveram dificuldade para produzir alimentos para subsistência, hoje a perspectiva é aumentar a produção. A área degradada pela atividade pecuária vai lentamente se recuperando e o resultado fica evidente até aos olhares desatentos: nos lotes que já receberam os cuidados dos agricultores há árvores altas e diversos tipos de plantas, enquanto, muitas vezes ao lado, as áreas que não receberam o manejo são um pasto alto.

Katya Isaguirre, professora de direito ambiental e agrário da Universidade Federal do Paraná (UFPR) que acompanha de perto o acampamento José Lutzenberger, por meio do grupo de pesquisa Ekoa, incentivou a comunidade a se inscrever no prêmio, junto com outro grupo da Pontifícia Universidade Católica do Paraná. “É evidente que a agrofloresta revive a natureza e o exemplo demonstra visivelmente como a paisagem se recupera ao tempo em que os agricultores produzem alimentos saudáveis que lhes garante condições de autonomia”, afirma.


No local é possível encontrar vários estágios de agroflorestas e são testadas diferentes técnicas de manejo e preparo do solo. O primeiro passo para a recuperação é fazer o “berço”, com plantas como hortaliças e banana. Com o tempo e o manejo adequado, os agricultores vão inserindo novas plantas de portes variados.

Jonas Souza ressalta que o sistema agroflorestal traz diversos benefícios. Além da recuperação e preservação da Mata Atlântica, as famílias camponesas passam a ter a geração de renda e a consumir alimentos de qualidade. “Também é beneficiado quem consome esse alimento livre de agrotóxico que, no caso, são principalmente as crianças das escolas municipais e estaduais”, opina.


O acampamento, por meio da Associação Filhos da Terra, atende a quatro municípios pela rede estadual (Guaratuba, Morretes, Antonina e Pontal do Sul) e outros três (Matinhos, Antonina e Guaratuba) pela rede municipal de educação, por meio do PNAE. A cada semana são enviados para a rede estadual 1080 kg de tubérculos, 1545 kg de frutas, 390 kg de hortaliças e 45 kg de tempero, informa Ana Paula Rodrigues. A moradora explica que para a rede municipal a quantidade varia de acordo com a demanda da nutricionista escolar e, além dos alimentos in natura, também são enviadas geleias, doces e polpas de frutas. “Tudo produção agroecológica certificada”, destaca.


Jonas Souza diz que a expectativa para 2018 é criar uma cooperativa e participar de novas chamadas públicas. Até o fim deste ano, uma nova unidade deve ser finalizada, para processar os alimentos e ampliar a produção. No espaço atual, são descascados e embalados alimentos como mandioca, abóbora e palmito, e higienizados o restante dos outros produtos que chegam das hortas das famílias. Também são produzidas geleias e polpas de frutas. “A produtividade está aumentado e é natural que isso acontece: as famílias vão ganhando mais experiência na técnica, o mercado vai se abrindo para a produção da agroecologia e as agroflorestas começam a se recuperar e a crescer espécies novas”.

Paraná é destaque na produção de orgânicos

De acordo com dados do Ministério da Agricultura e Abastecimento, o Paraná é o estado com maior número de propriedades rurais orgânicas certificadas, com mais de duas mil unidades.

Parte dos alimentos orgânicos produzidos no estado são comercializados pela Cooperativa Central da Reforma Agrária do Paraná (CCA-PR), que centraliza 17 cooperativas regionais e a produção de mais de 20 mil famílias nos 311 assentamentos paranaenses da reforma agrária. Os alimentos chegam até os consumidores de diversas formas e neste mês a CCA-PR lançou um site que facilita ainda mais a compra dos produtos para quem mora na capital Curitiba. 

“O Paraná reúne experiências de bastante tempo na agroecologia e um exemplo disso é a Jornada de Agroecologia que já está em sua 16ª edição”, lembra Katya Isaguirre, se referindo a um dos maiores eventos nacionais de incentivo à agroecologia que aconteceu no final de setembro, na cidade da Lapa. “O trabalho da Associação para o Desenvolvimento da Agroecologia (Aopa) é outro exemplo porque reúne grupos de agricultores familiares de Curitiba e região metropolitana para acessar programas como o PAA e PNAE e fazer vendas diretas e nas feiras”, completa.
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LULA X BOLSONARO: O dilema da direita

Por Paulo Franco

Por definição ideológica, a esquerda está com Lula e a direita ultra conservadora está com Bolsonaro.  E nesse vácuo, a direita mais light vai ficar com qual opção?


A cada dia que passa, mais vai se consolidando quais os candidatos que se enfrentação no segundo turno das eleições de 2018.  Do lado da esquerda, temos o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, do PT (Partido dos Trabalhadores) e do lado da direita, temos o  deputado federal, Jair Messias Bolsonaro. 

LULA


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Lula, como todos já sabemos é um legítimo representante da classe trabalhadora, tem sua trajetória baseada no sindicalismo, fundamentalmente defendendo a livre negociação entre patrões e empregados, via sindicato, sem a tutela do estado.

As bandeiras que o PT e Lula defendem são a diminuição das injustiças sociais, a queda das desigualdade, a inclusão social, tendo como principal instrumento de suporte à essas políticas, o crescimento econômico e a geração de empregos.  

Por enquanto Lula e o PT não defendeu outros instrumentos fundamentais para corrigir a concentração de rendas do país (uma das maiores do mundo, senão a maior), como por exemplo a tributação. 

BOLSONARO


Bolsonaro marca presença na manifestação aqui em Copacabana. Gostem ou não, uma coisa é certa: não tem medo de povo.

Bolsonaro, como também é do conhecimento de todos, é representante das idéias militares do golpe de 1964 e da consequente ditadura.  Defende políticas mais radicais no campo político, econômico,  social, ambiental, étnico e religioso. Sua postura enérgica, inflexível e radical gerou frase famosas e impactantes, tais como: 

  • Se eu fosse eleito, eu daria um golpe de estado hoje mesmo. 
  • A Democracia não resolve nada. 
  • Sou a favor da tortura. 
  • A ditadura não matou nada, só uns 300, todos bandidos, mercenários, ladrões, vagabundos. 
  • Um erro da ditadura foi torturar e não matar. 
  • Para consertar o Brasil, seria preciso matar uns 30.000 a começar com FHC.  Vai morrer inocentes, mas tudo bem. 
  • Se eleito, vou dar carta branca para a polícia matar. 
  • Se eleito, todo brasileiro poderá ter seu fuzil. 
  • A sociedade brasileira não gosta de homossexual. 
  • Refugiados do Haiti e da Síria são a escória do mundo. 
  • Ela não merece ser estuprada, é muito ruim, muito feia.
  • Os negros dos quilombolas não servem nem para procriar. 
  • Se eleito, vou acabar com todas as reservas indígenas. 

Bolsonaro, por outro lado, defende uma política quase que antagônica à do PT.  Para ele quanto maiores as vantagens e benefícios aos empresários e as empresas, maior o benefício para a sociedade.  

Ele acredita nisso, mesmo adotando medidas que diretamente afetam prejudiquem o trabalhador e as classes sociais mais baixas, mais vulneráveis.  Medidas como, por exemplo, a retirada de direitos trabalhistas, a liberação para terceirização de forma ampla e total, o fim dos reajustes do salário mínimo e também de aposentadorias.  

Defende também, o aumento das dificuldades para a aposentadoria e diminuição do valor do beneficio com o objetivo de diminuir as despesas da Previdência, o fim do sindicalismo como instrumento de luta dos trabalhadores por gerar baderna e prejudicar as empresas e a economia.

O DILEMA


Dois segmentos da sociedade tem posições definidas por uma questão ideológica, que são as seguintes: a esquerda apoia Lula, de forma definida e sem chance de mudança.  A extrema direita, a mais conservadora apoia Bolsonaro, de forma taxativa e definitiva. 

A dúvida está justamente naquela parte da sociedade que tem um posicionamento ideológico e político entre os dois segmentos acima.   

 Para esse segmento intermediário, apoiar Lula seria motivada por uma gestão eficiente, com um histórico positivo no Brasil e no exterior, com uma política nitidamente desenvolvimentista, cuja essência é a geração de empregos e inclusão social e diminuição da concentração de rendas. 

O risco, no caso, é mais subjetivo e não menos importante: abrir espaço para o avanço de agendas progressistas, considerado um avanço da esquerda, colocando em risco a os benefícios e privilégios proporcionados pela secular hegemonia e supremacia da elite burguesa. 

No outro lado da balança, apoiar Bolsonaro significaria, ao contrario do risco de avanço da esquerda com suas consequências já descritas, mas a vantagem de, não só conter, mas reprimir e retroceder o avanço da esquerda e as bandeiras progressistas garantindo a manutenção do "status quo". 

O risco envolvido nessa opção é, num primeiro momento, o baixo conhecimento e a inexistência de experiência em gestão de Bolsonaro.  Num segundo momento, e mais grave, é sua postura extremamente radical, tanto no campo ideológico quanto no comportamento intransigente e agressivo.   

Sua eleição poderia agravar a crise institucional, aumentando o risco de uma intervenção militar com a consequente implantação de uma ditadura militar por prazo indefinido (ou definido, mas sem garantia de cumprimento).  As consequências tanto econômicas, como políticas e sociais seriam imprevisíveis.  E se tem uma coisa que empresário odeia é incerteza.

CONCLUSÃO


Portanto, a direita moderada e liberal  está numa "sinuca de bico": Lula ou Bolsonaro?